Se há coisa que sempre me intrigou é o silenciador que se usa nas armas de fogo.
Deixem lá ver se eu me consigo explicar…
Pegando no exemplo da pistola. É costume vermos, sobretudo em filmes, o manuseador da arma usar o dito silenciador quando pretende que o seu tiro seja além de preciso, acima de tudo silencioso. Para não dar nas vistas, para que o seu tiro possa permanecer incógnito.
Quando o silenciador não é usado ouve-se aquele ruído inconfundível “de tiro”. Mesmo que nunca tenhamos ouvido um disparo real, todos nós conhecemos o som de um disparo, nem que seja, lá está, dos filmes.
Agora a minha questão…
Porque raio é que a merda dos possuidores de silenciadores não os têm SEMPRE colocados na arma?
É acima de tudo estúpido que não o façam! Ora se eu tenho uma maneira de fazer uma coisa com a mesma eficácia, podendo não fazer barulho, porque não o faço?
Será que estamos na presença de amantes de tunning no tiro?
p.s. bem sei que se as cenas de acção e de tiroteio nos filmes perdiam em espectacularidade. Reconheço facilmente que um duelo ao pôr do Sol à Clint Eastwood em que o som do disparo não ecoe por todo o lado não tem a mesma magia…
sexta-feira, março 27, 2009
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Tenistas para a imortalidade
Os tenistas não morrem!
(ou melhor, até morrem mas só de velhice e de forma discreta)
É um facto, há um qualquer mistério que envolve o mundo do ténis que torna os seus praticantes de alto nível praticamente imunes à fatalidade.
Não consigo lembrar-me de uma notícia a dizer que morreu um (ou uma) tenista. Em todos os sectores do desporto e da sociedade em geral há, de tempos a tempos, uma morte trágica… ele é um caso Féher, uma princesa Diana num túnel, uma overdose provocada por excessos, enfim…. Não faltam casos para amostra. A excepção é, lá está, o ténis
E nem é por falta de personalidades com carácter vincado e estilo de vida polémico neste mundo. Desde McEnroe, Boris Becker, Martina Navratilova, Noah, Agassi, etc… Cá para mim há ali um qualquer pacto secreto com o Diabo.
A ironia suprema surgiu quando a ex nº 1 do mundo – Mónica Seles – foi esfaqueada em pleno jogo e, não só não morreu como ainda teve o desplante de voltar aos courts em plena forma!?! E a Jennifer Capriati? Jovem precoce que acabou por cair nas malhas da droga. Tinha tudo para ser o protótipo de jovem talento perdida para o mundo devido ao deslumbre dos holofotes da fama. Então e não é que conseguiu recuperar dos problemas e ainda voltou a ganhar um torneio do Grand Slam? A sacana…
Por isso papás deste mundo, já sabem. Se querem que os vossos petizes vivam uma vida longa e duradoura, ainda que pontuada por alguns excessos, toca de lhes oferecer raquetes e inscrevê-los no Clube da terra. Só para prevenir…
(ou melhor, até morrem mas só de velhice e de forma discreta)
É um facto, há um qualquer mistério que envolve o mundo do ténis que torna os seus praticantes de alto nível praticamente imunes à fatalidade.
Não consigo lembrar-me de uma notícia a dizer que morreu um (ou uma) tenista. Em todos os sectores do desporto e da sociedade em geral há, de tempos a tempos, uma morte trágica… ele é um caso Féher, uma princesa Diana num túnel, uma overdose provocada por excessos, enfim…. Não faltam casos para amostra. A excepção é, lá está, o ténis
E nem é por falta de personalidades com carácter vincado e estilo de vida polémico neste mundo. Desde McEnroe, Boris Becker, Martina Navratilova, Noah, Agassi, etc… Cá para mim há ali um qualquer pacto secreto com o Diabo.
A ironia suprema surgiu quando a ex nº 1 do mundo – Mónica Seles – foi esfaqueada em pleno jogo e, não só não morreu como ainda teve o desplante de voltar aos courts em plena forma!?! E a Jennifer Capriati? Jovem precoce que acabou por cair nas malhas da droga. Tinha tudo para ser o protótipo de jovem talento perdida para o mundo devido ao deslumbre dos holofotes da fama. Então e não é que conseguiu recuperar dos problemas e ainda voltou a ganhar um torneio do Grand Slam? A sacana…
Por isso papás deste mundo, já sabem. Se querem que os vossos petizes vivam uma vida longa e duradoura, ainda que pontuada por alguns excessos, toca de lhes oferecer raquetes e inscrevê-los no Clube da terra. Só para prevenir…
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Herdeiros Confusos
- “Então quantos filhos é que tem?”
- “Tenho 2. Tenho um casalinho”.
Esta é a resposta típica quando se pergunta a um pai/mãe babado sobre os seus filhos, quando se trata, de facto, de um menino e de uma menina…
Agora vamos supor que tanto o casamento, como a adopção por casais homossexuais são levadas em diante:
- “Então quantos filhos é que tem?”
- “Tenho 2. Tenho um casalinho”.
- “Ah! Isso é excelente, um menino e uma menina, muito engraçado”
- “Não Não. Nada disso. Eu disse que tenho um casalinho. O meu Carlos e o meu Ricardo”.
P.S. o nosso blog fez ontem 4 anos. Parabéns a nós. Debatemos a pouca assiduidade com que temos vindo a publicar posts nos últimos tempos e tomámos uma decisão: vamos continuar a não vir cá regularmente deixar paranóias. E é para cumprir desta vez.
- “Tenho 2. Tenho um casalinho”.
Esta é a resposta típica quando se pergunta a um pai/mãe babado sobre os seus filhos, quando se trata, de facto, de um menino e de uma menina…
Agora vamos supor que tanto o casamento, como a adopção por casais homossexuais são levadas em diante:
- “Então quantos filhos é que tem?”
- “Tenho 2. Tenho um casalinho”.
- “Ah! Isso é excelente, um menino e uma menina, muito engraçado”
- “Não Não. Nada disso. Eu disse que tenho um casalinho. O meu Carlos e o meu Ricardo”.
P.S. o nosso blog fez ontem 4 anos. Parabéns a nós. Debatemos a pouca assiduidade com que temos vindo a publicar posts nos últimos tempos e tomámos uma decisão: vamos continuar a não vir cá regularmente deixar paranóias. E é para cumprir desta vez.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Milionários Limitados
É um costume típico português: dar palpites.
Qualquer português que se preze gosta de tentar fazer adivinhações/previsões/antevisões de muitas coisas no dia-a-dia. Dar largas ao Zandinga que tem em si.
Ora, é claro que na esmagadora parte das vezes não acerta as suas previsões! É traído pelo Vidente das Estrelas que alberga no interior…
No entanto nas poucas vezes em que acerta um palpite é ver o pessoal a vangloriar-se todo orgulhoso que “Epá!! Eu sabia. Só não acerto é no Euromilhões!!!” (Também se aplica ao Totoloto ou ao Totobola)
A questão que coloco é a seguinte: o que diz alguém que tendo vencido o Euromilhões anteriormente, acerte num daqueles palpites que dá no quotidiano? É um facto que ficou milionário, mas no que à lamúria diz respeito, perde o direito de se poder queixar quando acerta num qualquer palpite que manda pró ar.
Qualquer português que se preze gosta de tentar fazer adivinhações/previsões/antevisões de muitas coisas no dia-a-dia. Dar largas ao Zandinga que tem em si.
Ora, é claro que na esmagadora parte das vezes não acerta as suas previsões! É traído pelo Vidente das Estrelas que alberga no interior…
No entanto nas poucas vezes em que acerta um palpite é ver o pessoal a vangloriar-se todo orgulhoso que “Epá!! Eu sabia. Só não acerto é no Euromilhões!!!” (Também se aplica ao Totoloto ou ao Totobola)
A questão que coloco é a seguinte: o que diz alguém que tendo vencido o Euromilhões anteriormente, acerte num daqueles palpites que dá no quotidiano? É um facto que ficou milionário, mas no que à lamúria diz respeito, perde o direito de se poder queixar quando acerta num qualquer palpite que manda pró ar.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Carreiras Consagradas
Estamos habituados, até porque cada vez é mais recorrente, a ver artistas do mundo musical (sobretudo) a celebrarem efemérides de carreira com pompa e circunstância. É uma oportunidade de partilhar com os seus admiradores e fãs alguns momentos passados, os melhores êxitos e, claro, uma fonte de receita adicional.
Assim, nos últimos tempos é comum vermos:
- Concertos de comemoração dos 10, 25 ou 50 anos de carreira de um dado artista/grupo musical;
- Lançamentos de DVD’s comemorativos com um desses concertos;
- Edição de um Best Of com alguns sucessos passados;
- e por aí fora… etc… etc…
Posto isto pus-me a pensar… imaginem o que era se esta moda pegasse de vez e a malta “normal” se pusesse a fazer o mesmo! Pessoal a festejar a longevidade das suas carreiras com grande aparato. Poderíamos ver coisas como:
- Comemoração dos 25 anos de carreira de Jorge do Talho - Para celebrar as bodas de prata junte-se a Jorge para a matança do porco no Coliseu dos Recreios com vários convidados e surpresas no final – com a presença da Orquestra Metropolitana de Lisboa; (imaginem a cena, o talhante no palco a trinchar um porco ao som de uns acordes previamente ensaiados)
- Compre já o DVD de Guilherme Barbeiro ao vivo no Olympia de Paris e no Scala de Milão. Espectáculo da tornee que celebrou os 50 anos de Guilherme no mundo capilar. Contém extras com Guilherme a aparar patilhas num dueto único com Milay
- Professor Lucas Unplugged
(sim, isto dava pano para mangas em termos de exemplos…)
Era giro não era? Assim não custava tanto esperar pelos anos que demora a chegar à reforma. De tempos a tempos lá se fazia uma digressão ou lançava um best of e estava tudo bem.
Assim, nos últimos tempos é comum vermos:
- Concertos de comemoração dos 10, 25 ou 50 anos de carreira de um dado artista/grupo musical;
- Lançamentos de DVD’s comemorativos com um desses concertos;
- Edição de um Best Of com alguns sucessos passados;
- e por aí fora… etc… etc…
Posto isto pus-me a pensar… imaginem o que era se esta moda pegasse de vez e a malta “normal” se pusesse a fazer o mesmo! Pessoal a festejar a longevidade das suas carreiras com grande aparato. Poderíamos ver coisas como:
- Comemoração dos 25 anos de carreira de Jorge do Talho - Para celebrar as bodas de prata junte-se a Jorge para a matança do porco no Coliseu dos Recreios com vários convidados e surpresas no final – com a presença da Orquestra Metropolitana de Lisboa; (imaginem a cena, o talhante no palco a trinchar um porco ao som de uns acordes previamente ensaiados)
- Compre já o DVD de Guilherme Barbeiro ao vivo no Olympia de Paris e no Scala de Milão. Espectáculo da tornee que celebrou os 50 anos de Guilherme no mundo capilar. Contém extras com Guilherme a aparar patilhas num dueto único com Milay
- Professor Lucas Unplugged
(sim, isto dava pano para mangas em termos de exemplos…)
Era giro não era? Assim não custava tanto esperar pelos anos que demora a chegar à reforma. De tempos a tempos lá se fazia uma digressão ou lançava um best of e estava tudo bem.
sexta-feira, novembro 14, 2008
3ª Idade Académica
Foi criada desde há uns anos a Universidade da 3ª Idade. Nela os nossos cidadãos de maior idade podem dar seguimento ao dizer popular que afirma que estamos sempre a aprender até morrer. É uma forma de combinarem aprendizagem (nunca é tarde) com entretenimento, convívio e ocupação de tempos livres… no fundo é um conceito que deve ser louvado e incentivado junto da nossa população mais idosa.
Foi a propósito desta temática que aqui há dias vi uma reportagem sobre a Universidade da 3ª Idade. Nela víamos como é feito o conteúdo curricular, as habilitações e competências, etc… falava-se com professores, alunos, e por aí fora.
E foi nessa parte que me detive. De entre os vários alunos chamados a dar opinião, todos eles afirmavam que se sentiam como jovens e estudantes de pleno direito como todos os outros universitários deste país. E foi aqui que me detive….
Imaginam as actividades que todos conhecemos dos estudantes universitários transpostas para os seus congéneres da 3ª idade?
Como será uma Latada? E uma Queima das Fitas?
Imaginem as possíveis praxes entre Caloiros e Veteranos (ora aí está outro bom conceito)
Fechem os olhos e imaginem a vida boémia dos membros da Tuna da 3ª Idade… Uns velhinhos a tocar gaita de beiços, reco-reco, e ferrinhos, mas ao mesmo tempo com letras atrevidas e provocadoras.
É claro que tal como há tunas há também o oposto, isto é, os estudantes aplicados. São aqueles que se aplicam nos estudos para ter boas notas. São conhecidos por fazerem noitadas de estudo até às 22.30.
E a loucura das viagens de finalistas? Na minha cabeça tudo se processa como estamos habituados. Amealha-se dinheiro ao longo do curso para poder fazer uma viagem de sonho. A diferença é que seja qual for o destino, tem como finalidade ver as Amendoeiras em Flor desse sítio.
Para acabar… acham que quando um aluno mais desleixado se vira para um outro mais certinho tentando distraí-lo recebe a resposta “epá deixa-me que eu tenho de me aplicar. Não tenho os papás a pagarem-me o curso” (epá tinha de ser… tinha de mandar esta…)
Foi a propósito desta temática que aqui há dias vi uma reportagem sobre a Universidade da 3ª Idade. Nela víamos como é feito o conteúdo curricular, as habilitações e competências, etc… falava-se com professores, alunos, e por aí fora.
E foi nessa parte que me detive. De entre os vários alunos chamados a dar opinião, todos eles afirmavam que se sentiam como jovens e estudantes de pleno direito como todos os outros universitários deste país. E foi aqui que me detive….
Imaginam as actividades que todos conhecemos dos estudantes universitários transpostas para os seus congéneres da 3ª idade?
Como será uma Latada? E uma Queima das Fitas?
Imaginem as possíveis praxes entre Caloiros e Veteranos (ora aí está outro bom conceito)
Fechem os olhos e imaginem a vida boémia dos membros da Tuna da 3ª Idade… Uns velhinhos a tocar gaita de beiços, reco-reco, e ferrinhos, mas ao mesmo tempo com letras atrevidas e provocadoras.
É claro que tal como há tunas há também o oposto, isto é, os estudantes aplicados. São aqueles que se aplicam nos estudos para ter boas notas. São conhecidos por fazerem noitadas de estudo até às 22.30.
E a loucura das viagens de finalistas? Na minha cabeça tudo se processa como estamos habituados. Amealha-se dinheiro ao longo do curso para poder fazer uma viagem de sonho. A diferença é que seja qual for o destino, tem como finalidade ver as Amendoeiras em Flor desse sítio.
Para acabar… acham que quando um aluno mais desleixado se vira para um outro mais certinho tentando distraí-lo recebe a resposta “epá deixa-me que eu tenho de me aplicar. Não tenho os papás a pagarem-me o curso” (epá tinha de ser… tinha de mandar esta…)
quinta-feira, outubro 30, 2008
Licenciatura em Filho
O Mistério da Educação, no sentido das "Eternas Oportunidades", vai abrir novos cursos em Universidades Portuguesas de prestigio, que dão garantia de saída profissional.
Será uma Licenciatura em Filhos, passo a explicar:
- sempre que falamos com algum/a teenager de 18 aninhos fazemos a derradeira pregunta,"Queres entrar para quê?", à qual ele/a responde inevitávelmente, "Para Medicina!" ... isto no futuro deixará de fazer sentido, porque agora o que vai ser bom é tirar a Licenciatura em Filho. Assim no futuro quando perguntar-mos "O que estudas?", eles respondem "Estudo para Filho do Belmiro", o que não é facil, visto que é média de 18.7, mas haverá garantias de saídas profissionais.
Já imaginaram um gajo estudar para filho da Madona!
Mas a nota mais alta vai resgistar-se na Licenciatura em filho Jolie Pitt, fica-se bonito e tudo!
Portanto se conhecer alguem que vá entrar para a Faculdade, incentive a ir estudar para filho de alguém, nem que seja para filho do Major.
Para 2010 o Estado está a pensar seriamente em criar a "Pós-Graduação em Maçon" na Nova e um "MBA em Opus Dei" na Católica ... é emprego garantido!!!
Será uma Licenciatura em Filhos, passo a explicar:
- sempre que falamos com algum/a teenager de 18 aninhos fazemos a derradeira pregunta,"Queres entrar para quê?", à qual ele/a responde inevitávelmente, "Para Medicina!" ... isto no futuro deixará de fazer sentido, porque agora o que vai ser bom é tirar a Licenciatura em Filho. Assim no futuro quando perguntar-mos "O que estudas?", eles respondem "Estudo para Filho do Belmiro", o que não é facil, visto que é média de 18.7, mas haverá garantias de saídas profissionais.
Já imaginaram um gajo estudar para filho da Madona!
Mas a nota mais alta vai resgistar-se na Licenciatura em filho Jolie Pitt, fica-se bonito e tudo!
Portanto se conhecer alguem que vá entrar para a Faculdade, incentive a ir estudar para filho de alguém, nem que seja para filho do Major.
Para 2010 o Estado está a pensar seriamente em criar a "Pós-Graduação em Maçon" na Nova e um "MBA em Opus Dei" na Católica ... é emprego garantido!!!
Câmbio de 2 Bossas
Todos nós já ouvimos histórias rocambolescas envolvendo pessoas que foram a países do Norte de África com a namorada/filha/mulher/amiga e que, às tantas, foram confrontados com uma oferta deveras bizarra:
- “Ofereço X camelos pela tua namorada/filha/mulher/amiga”
Naturalmente ninguém aceita semelhante troca e acaba sempre por voltar ao Ocidente sem os ditos animais de 2 bossas.
Agora as minhas questões:
1. Quando esta história nos é contada geralmente falamos em grandes quantidades de camelos, isto é, o dito Árabe que cobiça a nossa namorada/filha/mulher/amiga não faz a coisa por menos e lança logo um número bem grande, estilo 200 ou 500 camelos. Nunca faz uma oferta mais modesta de 4 ou 5. Logo implica que o cavalheiro tem de ter os bichos guardados em algum lado. Será que a malta lá tem um curral onde guarda aos 2000 ou 3000 camelos de cada vez à espera de um Europeu que aceita semelhante troca? É que assim sendo tem de ser uma coisa em grande. E a despesa que isso dá?!? Tudo bem que os animais são poupados no que toca ao consumo de água, mas aquela bicharada toda a comer ainda dá alguma despesa. Compensa assim tanto manter essa criação de camelos com a esperança que um dia alguém aceite a proposta?
2. Sempre ouvi dizer que os Árabes são bons para negociar, mas esta é uma oferta que a meu ver não tem grande viabilidade. Passo a explicar…. Supondo que há um tipo que se sente interessado pelo negócio… é obrigado a desistir quanto mais não seja por uma questão de logística, isto é, como é que ele traz 500 camelos de volta? De avião? De barco? E a despesa disso tudo? (já para não falar no que é que ele iria fazer aos bichos). Por outro lado era lindo que alguém aceitasse. Imaginem a cena, o tipo chega a casa e pergunta o filho: “então pai que tal a viagem a Marrocos com a mãe e a mana?”; responde o pai: “correu lindamente, visitámos imensas coisas, conhecemos muito da cultura e no fim fomos a um mercado onde as vendi a um comerciante por 800 camelos. Embarquei-os em Marraquexe e chegam na segunda feira ao Porto de Sines”.
Já para não falar na delícia que seria um gajo ter uma moradia em Odivelas cheia de camelos no quintal.
3. Por falar em despesa há ainda outra questão a meu ver… é que se um Árabe faz uma oferta de 300 camelos por uma qualquer Carina aquilo tem de ser traduzir num valor qualquer. Isto é, tem de haver um valor monetário associado ao camelo. Será que nesses países existe uma taxa de câmbios como aquelas que vemos nos bancos com a taxa Camelo=EURO? Assim era mais fácil fazer contas.
4. Finalmente…. last but not least… Supondo que no lugar de uma acompanhante do sexo feminino levamos um homem. Partindo do pressuposto que há Árabes maricas, como é que é feita a oferta? Em camelas? Em camelos com defeito? Ou em dromedários?
- “Ofereço X camelos pela tua namorada/filha/mulher/amiga”
Naturalmente ninguém aceita semelhante troca e acaba sempre por voltar ao Ocidente sem os ditos animais de 2 bossas.
Agora as minhas questões:
1. Quando esta história nos é contada geralmente falamos em grandes quantidades de camelos, isto é, o dito Árabe que cobiça a nossa namorada/filha/mulher/amiga não faz a coisa por menos e lança logo um número bem grande, estilo 200 ou 500 camelos. Nunca faz uma oferta mais modesta de 4 ou 5. Logo implica que o cavalheiro tem de ter os bichos guardados em algum lado. Será que a malta lá tem um curral onde guarda aos 2000 ou 3000 camelos de cada vez à espera de um Europeu que aceita semelhante troca? É que assim sendo tem de ser uma coisa em grande. E a despesa que isso dá?!? Tudo bem que os animais são poupados no que toca ao consumo de água, mas aquela bicharada toda a comer ainda dá alguma despesa. Compensa assim tanto manter essa criação de camelos com a esperança que um dia alguém aceite a proposta?
2. Sempre ouvi dizer que os Árabes são bons para negociar, mas esta é uma oferta que a meu ver não tem grande viabilidade. Passo a explicar…. Supondo que há um tipo que se sente interessado pelo negócio… é obrigado a desistir quanto mais não seja por uma questão de logística, isto é, como é que ele traz 500 camelos de volta? De avião? De barco? E a despesa disso tudo? (já para não falar no que é que ele iria fazer aos bichos). Por outro lado era lindo que alguém aceitasse. Imaginem a cena, o tipo chega a casa e pergunta o filho: “então pai que tal a viagem a Marrocos com a mãe e a mana?”; responde o pai: “correu lindamente, visitámos imensas coisas, conhecemos muito da cultura e no fim fomos a um mercado onde as vendi a um comerciante por 800 camelos. Embarquei-os em Marraquexe e chegam na segunda feira ao Porto de Sines”.
Já para não falar na delícia que seria um gajo ter uma moradia em Odivelas cheia de camelos no quintal.
3. Por falar em despesa há ainda outra questão a meu ver… é que se um Árabe faz uma oferta de 300 camelos por uma qualquer Carina aquilo tem de ser traduzir num valor qualquer. Isto é, tem de haver um valor monetário associado ao camelo. Será que nesses países existe uma taxa de câmbios como aquelas que vemos nos bancos com a taxa Camelo=EURO? Assim era mais fácil fazer contas.
4. Finalmente…. last but not least… Supondo que no lugar de uma acompanhante do sexo feminino levamos um homem. Partindo do pressuposto que há Árabes maricas, como é que é feita a oferta? Em camelas? Em camelos com defeito? Ou em dromedários?
quinta-feira, outubro 09, 2008
Repetentes Insaciáveis
No outro dia passei numa montra de quiosque que continha vários títulos de conteúdo e cariz pornográfico. Aliás as suas capas eram bem sugestivas e não davam grande margem para dúvidas.
De entre os vários registos presentes havia um que não só saltava à vista pela sua exuberância, como era também apelativo para o comprador, visto tratar-se de uma colecção. "Colegiais Rebeldes" de seu nome.
Ora todos nós já vimos este estilo de fetiche/cliché na indústria porno. Desde colegiais a enfermeiras, passando por professoras, agentes de segurança, etc... é uma velha fórmula que consegue sempre resultados positivos junto do consumidor.
Mas voltando um pouco atrás... tendo-me focado na saga das colegiais pude verificar que a colecção era extensa (cerca de 12 títulos: "Colegiais Rebeldes I, II, III, IV,....., XII"). Deixei a curiosidade ir mais além e li alguns daqueles resumos que aparecem na capa. Basicamente a receita do sucesso era quase sempre a mesma: "elas estão de volta para mais um ano escaldante", "novo ano mas muito mais acção", "os anos passam mas a fome fica", e por aí fora....
E a minha questão é? Mas aquelas gajas não estudam?!? Porra estão no colégio há uma carrada de anos e não há maneira de evoluirem? Já nem digo para a Universidade, mas ao menos para um curso tecno-profissional que lhes desse uma equivalência... assim podiam diversificar nos títulos: "Agente de Higiene e Segurança no Trabalho Gulosa III", "As fantasias de uma Técnica Agro-Pecuária VIII". Imaginem o brilhantismo de uma descrição como esta: "Conheça as taras e manias de uma aluna do Curso Técnico de Conservação e Restauro".
Já para não falar no assumir das falhas do sistema educativo que permite que haja alunas num colégio durante 12 anos que não fazem outra coisa senão cobrir com colegas, professores, empregados, pais, etc... (quer dizer se calhar passa um pouco por aí). Não há prescrições naquela escola?
De entre os vários registos presentes havia um que não só saltava à vista pela sua exuberância, como era também apelativo para o comprador, visto tratar-se de uma colecção. "Colegiais Rebeldes" de seu nome.
Ora todos nós já vimos este estilo de fetiche/cliché na indústria porno. Desde colegiais a enfermeiras, passando por professoras, agentes de segurança, etc... é uma velha fórmula que consegue sempre resultados positivos junto do consumidor.
Mas voltando um pouco atrás... tendo-me focado na saga das colegiais pude verificar que a colecção era extensa (cerca de 12 títulos: "Colegiais Rebeldes I, II, III, IV,....., XII"). Deixei a curiosidade ir mais além e li alguns daqueles resumos que aparecem na capa. Basicamente a receita do sucesso era quase sempre a mesma: "elas estão de volta para mais um ano escaldante", "novo ano mas muito mais acção", "os anos passam mas a fome fica", e por aí fora....
E a minha questão é? Mas aquelas gajas não estudam?!? Porra estão no colégio há uma carrada de anos e não há maneira de evoluirem? Já nem digo para a Universidade, mas ao menos para um curso tecno-profissional que lhes desse uma equivalência... assim podiam diversificar nos títulos: "Agente de Higiene e Segurança no Trabalho Gulosa III", "As fantasias de uma Técnica Agro-Pecuária VIII". Imaginem o brilhantismo de uma descrição como esta: "Conheça as taras e manias de uma aluna do Curso Técnico de Conservação e Restauro".
Já para não falar no assumir das falhas do sistema educativo que permite que haja alunas num colégio durante 12 anos que não fazem outra coisa senão cobrir com colegas, professores, empregados, pais, etc... (quer dizer se calhar passa um pouco por aí). Não há prescrições naquela escola?
quarta-feira, setembro 17, 2008
Um Ferrari F40 por 99€/mês
PROMOÇÃO para revitalização do blog:
Uma manada inteira de cavalos, vermelhinho mesmo daqueles, rádio a dar Eros Ramazzotti, camisa e calças de linho brancas, Ray-Ban, uma loira tipo Ivana Trump ao lado ... e alguns cabelos brancos à Flavio Briatori!
Tudo isto já pode ser seu, e por apena 99€/mês. *
* Valor a 36 meses com entrada inicial de 235000€. (promoção não acomulável com voos da Ryanair a 1 euro)
Uma manada inteira de cavalos, vermelhinho mesmo daqueles, rádio a dar Eros Ramazzotti, camisa e calças de linho brancas, Ray-Ban, uma loira tipo Ivana Trump ao lado ... e alguns cabelos brancos à Flavio Briatori!
Tudo isto já pode ser seu, e por apena 99€/mês. *
* Valor a 36 meses com entrada inicial de 235000€. (promoção não acomulável com voos da Ryanair a 1 euro)
segunda-feira, março 17, 2008
Rabanada de vento Carlos
Meus caros,
Bem,isto está de facto a precisar de alguém para animar as hostes...
Na falta de voluntários para contribuir para tão afamado mas ao mesmo tempo desprezado blog, aqui me lanço para anunciar mais uma paranóia que me vem assaltando de algum tempo a esta parte.
Aqui vai:
Já concerteza viram muitas vezes, nos noticiários, certos fenómenos climatérios bastante destrutivos. Normalmente são tufões, tornados, furacões, etc, etc...
E já repararam que na sua grande maioria, aos ditos cujos são lhes atribuidos os mais variados nomes. Exemplos: Katrina, Sam, John, el niño, Britney, etc, etc...
Como esses acontecimentos normalmente acontecem fora de Portugal nomeadamente nos E.U.A, os nomes com que os batizam são nomes via de regra ingleses.
Assim temos 2 factos: - Esses acontecimentos normalmente não acontecem cá, devido a Portugal ser um país estável no que ao tempo diz respeito.
- A essas forças da natureza são-lhes atribuidos nomes em inglês.
Proponho o seguinte:
Copiando essa ideia do estrangeiro, proponho que se adopte a mesma lógica cá, isto é, proponho que se passe a designar cenas do tempo com nomes, mas com nomes portugueses.
Ainda que por cá não ocorram furacões, não deve ser por isso que não podemos chamar por um nome certa chatice que o tempo nos possa dar.
Exemplos: - Vendaval Afredo
- Ventania Gertrudes
- Aguaceiro Cristovão
- Chuva miudinha Acácio
- Corrente de ar Saúl
- E por ai fora...
Imaginem ai: SIC NOticias "a protecção civil de pampilhosa da serra aconselha a todos os residentes nessa zona, a não sairem de casa durante a noite devido passagem da rabanada de vento Carlos.
Bem,isto está de facto a precisar de alguém para animar as hostes...
Na falta de voluntários para contribuir para tão afamado mas ao mesmo tempo desprezado blog, aqui me lanço para anunciar mais uma paranóia que me vem assaltando de algum tempo a esta parte.
Aqui vai:
Já concerteza viram muitas vezes, nos noticiários, certos fenómenos climatérios bastante destrutivos. Normalmente são tufões, tornados, furacões, etc, etc...
E já repararam que na sua grande maioria, aos ditos cujos são lhes atribuidos os mais variados nomes. Exemplos: Katrina, Sam, John, el niño, Britney, etc, etc...
Como esses acontecimentos normalmente acontecem fora de Portugal nomeadamente nos E.U.A, os nomes com que os batizam são nomes via de regra ingleses.
Assim temos 2 factos: - Esses acontecimentos normalmente não acontecem cá, devido a Portugal ser um país estável no que ao tempo diz respeito.
- A essas forças da natureza são-lhes atribuidos nomes em inglês.
Proponho o seguinte:
Copiando essa ideia do estrangeiro, proponho que se adopte a mesma lógica cá, isto é, proponho que se passe a designar cenas do tempo com nomes, mas com nomes portugueses.
Ainda que por cá não ocorram furacões, não deve ser por isso que não podemos chamar por um nome certa chatice que o tempo nos possa dar.
Exemplos: - Vendaval Afredo
- Ventania Gertrudes
- Aguaceiro Cristovão
- Chuva miudinha Acácio
- Corrente de ar Saúl
- E por ai fora...
Imaginem ai: SIC NOticias "a protecção civil de pampilhosa da serra aconselha a todos os residentes nessa zona, a não sairem de casa durante a noite devido passagem da rabanada de vento Carlos.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Revoluções Precisam-se
Sempre que em Portugal se quer apelar a uma mudança num determinado organismo ou instituiçao emprega-se uma expressão bastante conhecida. Isto é, quando se querem alterar velhos hábitos ou mudar poderes há muito vigentes é frequente ouvir-se a seguinte frase (por exemplo):
"É preciso fazer um 25 de Abril no futebol português!"
Se as coisas não estão bem, fazer um "25 de Abril...." dá ideia de mudança, novas mentalidades e por aí fora. É uma ideia forte que tem por trás a ideia de cisão com um passado recente.
Ora a minha questão aqui é a seguinte: quando se pretende apelar a uma mudança noutros países como é que eles fazem? Será que também apelam à história??
"O voleibol em França não anda bem, é necessário capturar a Bastilha da federação"
"Na Rússia o ténis só mudará se fizermos um Domingo Sangrento rapidamente"
"Soccer nos USA? Sem um 4 de Julho não vamos lá"
"É preciso fazer um 25 de Abril no futebol português!"
Se as coisas não estão bem, fazer um "25 de Abril...." dá ideia de mudança, novas mentalidades e por aí fora. É uma ideia forte que tem por trás a ideia de cisão com um passado recente.
Ora a minha questão aqui é a seguinte: quando se pretende apelar a uma mudança noutros países como é que eles fazem? Será que também apelam à história??
"O voleibol em França não anda bem, é necessário capturar a Bastilha da federação"
"Na Rússia o ténis só mudará se fizermos um Domingo Sangrento rapidamente"
"Soccer nos USA? Sem um 4 de Julho não vamos lá"
terça-feira, setembro 18, 2007
Prometo que vem viver para cá...
Todos já repararam que quando surgem eleições em clubes de futebol, os candidatos desdobram-se a fazer promessas que vem este ou aquele jogador.
Enchem-se primeiras páginas com exemplos destes: "prometo que comigo Rui Costa vem para a Luz" ou "já tenho tudo acertado com o Jardel, eu próprio fui a casa dele assinar o contrato" ou "votando em mim os sócios podem contar com Ronaldinho na próxima época", etc, etc...
Pois a minha paranóia é pensar como seria cómico se em outro tipo de eleições, como sejam por exemplo as para as Autarquias Locais, se utilizasse o mesmo tipo de apelo ao voto com recurso às mais variadas estrelas.
Exemplos:
Para a câmara de lisboa:
- "Votem em mim e trago para viver na zona do Saldanha o Nélson Mandela"
- "Já tenho o contrato assinado e aguardo-a nas próxima horas. Sim Claudia Schiffer em Campolide é uma realidade"
- "Confirmo que de facto o Dalai Lama vem viver para o Bairro dos Actores se eu ganhar"
- "Comigo o sonho de ter o Pierce Brosnan a viver em Telheiras vai-se tornar-se realidade"
- "Lisboa, mais concretamente a zona do Beato, vai poder contar, para os próximos 5 anos mais 1 de opção, com Mick jagger"
Enchem-se primeiras páginas com exemplos destes: "prometo que comigo Rui Costa vem para a Luz" ou "já tenho tudo acertado com o Jardel, eu próprio fui a casa dele assinar o contrato" ou "votando em mim os sócios podem contar com Ronaldinho na próxima época", etc, etc...
Pois a minha paranóia é pensar como seria cómico se em outro tipo de eleições, como sejam por exemplo as para as Autarquias Locais, se utilizasse o mesmo tipo de apelo ao voto com recurso às mais variadas estrelas.
Exemplos:
Para a câmara de lisboa:
- "Votem em mim e trago para viver na zona do Saldanha o Nélson Mandela"
- "Já tenho o contrato assinado e aguardo-a nas próxima horas. Sim Claudia Schiffer em Campolide é uma realidade"
- "Confirmo que de facto o Dalai Lama vem viver para o Bairro dos Actores se eu ganhar"
- "Comigo o sonho de ter o Pierce Brosnan a viver em Telheiras vai-se tornar-se realidade"
- "Lisboa, mais concretamente a zona do Beato, vai poder contar, para os próximos 5 anos mais 1 de opção, com Mick jagger"
quarta-feira, agosto 08, 2007
Alcunhas Vencedoras
Decerto que todos nós já jogámos ténis de mesa - vulgarmente conhecido como ping pong - pelo menos uma vez na vida. Por gosto, por estar a chover e o professor de Educação Física a tal obrigar, por não ter mais nada para fazer, por um intervalo na Associação de Estudantes do Liceu onde se estudou...
Ora acontece que, se bem que o jogo em si até é engraçado, existe um grande segredo que pode justificar e fazer toda a diferença entre quem joga o dito ping pong. Ou seja, há uma forma de perceber facilmente se o nosso opositor está destinado a vencer-nos ou não.
Passo a explicar a minha paranóia...
Tenho para mim que o talento para o jogo está directamente ligado à alcunha/nome pelo qual se é conhecido do jogador. Isto é, no ping pong a diferença faz-se somente por aí.
E agora a questão trivial: Mas como fazer essa distinção?
E a resposta é simples... se o nosso adversário for conhecido por um nome de animal, legume ou fruto estamos liquidados.
Senão vejamos, quem são os melhores jogadores que conhecemos? Gajos chamados Cordeiro, Cenoura, Bacalhau, Filete, Peixe, Cereja, Atum, dominam o panorama do ping pong. Não há volta a dar.
Tenho pena de não saber falar chinês para comprovar a minha tese. Como bem sabem os grandes praticantes da modalidade são originários da China. E vos garanto que os nomes deles traduzidos significam entre outras coisas Sardinha, Canário, Rato e por aí fora.
Ora acontece que, se bem que o jogo em si até é engraçado, existe um grande segredo que pode justificar e fazer toda a diferença entre quem joga o dito ping pong. Ou seja, há uma forma de perceber facilmente se o nosso opositor está destinado a vencer-nos ou não.
Passo a explicar a minha paranóia...
Tenho para mim que o talento para o jogo está directamente ligado à alcunha/nome pelo qual se é conhecido do jogador. Isto é, no ping pong a diferença faz-se somente por aí.
E agora a questão trivial: Mas como fazer essa distinção?
E a resposta é simples... se o nosso adversário for conhecido por um nome de animal, legume ou fruto estamos liquidados.
Senão vejamos, quem são os melhores jogadores que conhecemos? Gajos chamados Cordeiro, Cenoura, Bacalhau, Filete, Peixe, Cereja, Atum, dominam o panorama do ping pong. Não há volta a dar.
Tenho pena de não saber falar chinês para comprovar a minha tese. Como bem sabem os grandes praticantes da modalidade são originários da China. E vos garanto que os nomes deles traduzidos significam entre outras coisas Sardinha, Canário, Rato e por aí fora.
sábado, junho 30, 2007
O Meu primeiro Festival
Por estes dias está a decorrer o "Meu primeiro festival" em oeiras e para quem não está a par trata-se de um festival dedicado aos mais novos, com musica, atrações e presença de vários bonecos tipo Ruca e Noddy. A lógica é ser uma festa tipo Rock in rio/Sudoeste/Vilar de Mouros para a miudagem.
Pois bem, veio-me a seguinte paranóia à cabeça:
Eu não vou lá ver, mas quero imaginar que, nesta festa à semelhança e por analogia aos festivais de rock de verão, existem os seguintes objectos/situações:
- Dezenas de sanitas mini de plástico, em fila, tipo tartaruga ou hipópotamo sanita (a cheirar mal tal como nos festivais)
- Putos a enrolar cigarros de chocolate
- Zona Vip com catering com papa Cerelac à descrição
- Zona gratuita de acampamento com centenas de berçários disponiveis, com a vantagem de estarem debaixo de pinheiros à sombra
- Possibilidade de Jantar suspenso no ar (tipo Creamfields) com o Bocas
- Streeptease com a Miss Piggy (a fazer lembrar as concentações de motas em Faro)
- Tenda dos portugueses com destaque para a actuação do Pequeno Saúl. Não estranhem porque apesar de ele já ser um matulão para mim continua a mesma criança prodígio
Bom e por ai fora...
Abraço
Pois bem, veio-me a seguinte paranóia à cabeça:
Eu não vou lá ver, mas quero imaginar que, nesta festa à semelhança e por analogia aos festivais de rock de verão, existem os seguintes objectos/situações:
- Dezenas de sanitas mini de plástico, em fila, tipo tartaruga ou hipópotamo sanita (a cheirar mal tal como nos festivais)
- Putos a enrolar cigarros de chocolate
- Zona Vip com catering com papa Cerelac à descrição
- Zona gratuita de acampamento com centenas de berçários disponiveis, com a vantagem de estarem debaixo de pinheiros à sombra
- Possibilidade de Jantar suspenso no ar (tipo Creamfields) com o Bocas
- Streeptease com a Miss Piggy (a fazer lembrar as concentações de motas em Faro)
- Tenda dos portugueses com destaque para a actuação do Pequeno Saúl. Não estranhem porque apesar de ele já ser um matulão para mim continua a mesma criança prodígio
Bom e por ai fora...
Abraço
quinta-feira, maio 10, 2007
O mito do gato e do rato
Todos nós sabemos que há o mito do gato e do rato. Temos todos a ideia que qualquer gato é louco por ratos e quando vê algum desata a correr atrás dele.
Desde os desenhos animados Tom & Jerry até ao facto de os humanos utilizarem gatos no combate às pragas de ratos, como seja em plantações ou em armazéns abandonados, nos fazem pensar que gatos adoram de facto ratos e se poderem apanhar um para comer tanto melhor.
Conclusão: Gatos adoram ratos para comer
Agora vamos à paranóia:
Todos conhecemos marcas de comida para gatos tipo Whiskas.
Chegando à conclusão que gatos adoram ratos, porque é que não há latas de comida de carne de rato?
Sendo a whiskas uma empresa que procura o lucro como todas as outras, como é que ainda não percebeu que latinhas com carne de rato seriam muito procuradas pelos consumidores(os gatos, claro que na pessoa do seu dono)?
Quer dizer, há latas de borreguinho com cenoura, ou vaca estufadinha com vegetais, ou coelhinho com com vitamina A e não há latas com o prato que os gatos gostam mais?
Porque não há por exemplo?
-Latinhas de rato com ervilhas
-Latinhas de rato com molho rico em Omega3
-Orelhas de rato secas (como petisco depois das refeições)
Será isto uma falha comercial das empresas da especialidade ou a relação gato/rato é mesmo um mito e os gatos não gostam mesmo de carne de rato?
Desde os desenhos animados Tom & Jerry até ao facto de os humanos utilizarem gatos no combate às pragas de ratos, como seja em plantações ou em armazéns abandonados, nos fazem pensar que gatos adoram de facto ratos e se poderem apanhar um para comer tanto melhor.
Conclusão: Gatos adoram ratos para comer
Agora vamos à paranóia:
Todos conhecemos marcas de comida para gatos tipo Whiskas.
Chegando à conclusão que gatos adoram ratos, porque é que não há latas de comida de carne de rato?
Sendo a whiskas uma empresa que procura o lucro como todas as outras, como é que ainda não percebeu que latinhas com carne de rato seriam muito procuradas pelos consumidores(os gatos, claro que na pessoa do seu dono)?
Quer dizer, há latas de borreguinho com cenoura, ou vaca estufadinha com vegetais, ou coelhinho com com vitamina A e não há latas com o prato que os gatos gostam mais?
Porque não há por exemplo?
-Latinhas de rato com ervilhas
-Latinhas de rato com molho rico em Omega3
-Orelhas de rato secas (como petisco depois das refeições)
Será isto uma falha comercial das empresas da especialidade ou a relação gato/rato é mesmo um mito e os gatos não gostam mesmo de carne de rato?
quarta-feira, maio 02, 2007
Espátula
A minha paranóia é simples:
Como todos sabem algumas pessoas chamam e conhecem por Salazar a sempre útil espátula de uso culinário.
Pois bem, a paranóia é a seguinte:
Será que nos outros países a espátula é conhecida pelo nome do respectivo ditador??
Por exemplo:
Espanha: "querido passa ai o Franco para rapar o tacho"
Peru: "porra um Alberto Fujimori a este preço, vou mas é ao minipreço (ou correspondente local)"
Coreia do norte: "este Kim Jong Il é deveras jeitoso"
Para além disto outra paranóia decorrente é saber se, para além do nome correspondente ao ditador, a designação tambem engloba o titulo académico e/ou militar, isto é, saber se por exemplo espátula na Argentina se chama General Videla...
Como todos sabem algumas pessoas chamam e conhecem por Salazar a sempre útil espátula de uso culinário.
Pois bem, a paranóia é a seguinte:
Será que nos outros países a espátula é conhecida pelo nome do respectivo ditador??
Por exemplo:
Espanha: "querido passa ai o Franco para rapar o tacho"
Peru: "porra um Alberto Fujimori a este preço, vou mas é ao minipreço (ou correspondente local)"
Coreia do norte: "este Kim Jong Il é deveras jeitoso"
Para além disto outra paranóia decorrente é saber se, para além do nome correspondente ao ditador, a designação tambem engloba o titulo académico e/ou militar, isto é, saber se por exemplo espátula na Argentina se chama General Videla...
domingo, abril 22, 2007
Pensamento Acentuado
Confesso que sou um apaixonado por sotaques.
Sendo assim, várias vezes me delicio com as diferentes acentuações empregues, consoante a região onde me encontro. Esta temática dá para explorar à grande (coisa que prometo fazer nas próximas postagens).
Neste caso a minha dúvida prende-se com o que se passa quando esses indivíduos estão a sós com os seus pensamentos.
Será que um gajo que tenha sotaque, ao passar ao pensamento também o mantém? A mesma questão se aplica aos gagos. Será que um gago que tenha muita dificuldade em se expressar oralmente, ao estar recolhido em pensamento também gagueja só para si?
Sendo assim, várias vezes me delicio com as diferentes acentuações empregues, consoante a região onde me encontro. Esta temática dá para explorar à grande (coisa que prometo fazer nas próximas postagens).
Neste caso a minha dúvida prende-se com o que se passa quando esses indivíduos estão a sós com os seus pensamentos.
Será que um gajo que tenha sotaque, ao passar ao pensamento também o mantém? A mesma questão se aplica aos gagos. Será que um gago que tenha muita dificuldade em se expressar oralmente, ao estar recolhido em pensamento também gagueja só para si?
quinta-feira, abril 05, 2007
Atestado de Sexualidade
No outro dia ouvi duas pessoas debaterem a questão da homossexualidade com muita paixão.
Dizia um que tal era natural e fruto da evolução do homem, ao passo que o outro afirmava que a homossexualidade era uma aberração contra-natura e podia ser considerada uma doença.
E foi aqui que me detive e que comecei a pensar.... a homossexualidade ser uma doença!!
Daí que me surja a questão: será que um homossexual pode faltar ao trabalho (com o devido atestado médico) por estar doente? Era giro, não era?
Imaginem a cena....
- Estou, chefe? daqui fala o Bruno da secretaria. Era só para avisar que hoje não vou poder ir. Sinto-me um bocado doente!
- Mas ó Bruno já é a 3ª vez que faltas esta semana pá!! O que é que se passa?!?!
- Ó chefe é que ontem tive a festa do Moda Lisboa no Lux e adoeci outra vez. Foi já ao final da noite quando estava a pagar e veio ter comigo um indivíduo possante que me convidou para um pé de dança. Já estava quase bom da homossexualidade mas o Raul contagiou-me outra vez.
- Que gaita pá!! Tu desde que foste ver o espectáculo do Cats ao Coliseu nunca mais ficaste bom da homossexualidade pá!! Vê lá se tratas isso de vez!!
- Ó chefe... você sabe que eu até já fui ao médico mas não há maneira de isto me passar. Se calhar o ideal é meter baixa enquanto o Raul estiver cá em casa...
Dizia um que tal era natural e fruto da evolução do homem, ao passo que o outro afirmava que a homossexualidade era uma aberração contra-natura e podia ser considerada uma doença.
E foi aqui que me detive e que comecei a pensar.... a homossexualidade ser uma doença!!
Daí que me surja a questão: será que um homossexual pode faltar ao trabalho (com o devido atestado médico) por estar doente? Era giro, não era?
Imaginem a cena....
- Estou, chefe? daqui fala o Bruno da secretaria. Era só para avisar que hoje não vou poder ir. Sinto-me um bocado doente!
- Mas ó Bruno já é a 3ª vez que faltas esta semana pá!! O que é que se passa?!?!
- Ó chefe é que ontem tive a festa do Moda Lisboa no Lux e adoeci outra vez. Foi já ao final da noite quando estava a pagar e veio ter comigo um indivíduo possante que me convidou para um pé de dança. Já estava quase bom da homossexualidade mas o Raul contagiou-me outra vez.
- Que gaita pá!! Tu desde que foste ver o espectáculo do Cats ao Coliseu nunca mais ficaste bom da homossexualidade pá!! Vê lá se tratas isso de vez!!
- Ó chefe... você sabe que eu até já fui ao médico mas não há maneira de isto me passar. Se calhar o ideal é meter baixa enquanto o Raul estiver cá em casa...
quarta-feira, março 28, 2007
Fama Pré-Anunciada
Esta tarde deliciei-me a ver jogadas fantásticas num documentário sobre o Ronaldinho Gaúcho. De certo que já todos os nossos leitores tiveram oportunidade de ver os mesmos lances mágicos que eu vi.
Entre fintas, dribles magníficos, criatividade ao máximo e diabruras várias, houve uma coisa que me chamou a atenção... é que às tantas começaram a aparecer imagens de quando o gajo era puto. A jogar à bola lá no Bairro, em casa no dia de aniversário a soprar velas, a brincar com o irmão mais velho, etc, etc..... até houve o típico comentário "ena o gajo era igualzinho ao que é agora".
Onde eu quero chegar é ao seguinte: não vos faz impressão que sempre que surge um nome relevante seja no desporto, na música, na política e por aí fora, às tantas faz-se um documentário sobre o tipo e aparecem SEMPRE vídeos dos gajos quando eram putos e a fazerem cenas engraçadas, que desde logo atestam a sua capacidade/genialidade futura?
Ou seja, a minha paranóia prende-se com o seguinte: qualquer gajo que queira ser famoso só o é se tiver registos em vídeo de quando era puto a fazer cenas decentes.
Sinceramente.....o Ronaldinho tem 27 anos e morava numa favela em Porto Alegre, no Brasil!! Como é que o gajo tem vídeos de quando era puto (há 27 anos atrás)?!?! 90% das pessoas que conheço só aparecem em vídeos de casamentos ou numa visita de estudo em que o director de turma leva a câmera e o melhor amigo lhe está a fazer cornos lá ao fundo!!
Falando do meu caso... se algum dia alguém quisesse fazer um documentário sobre mim, evidenciando a minha infância, socorrendo-se para tal de registos audio-visuais, só podia ser para evidenciar como eu tinha destreza a balbuciar frases como "olha a bola Manel" ou para ver-me correr todo nú na praia e com o rabo cheio de areia enquanto corria a fugir das ondas!! Maldita banalidade
Entre fintas, dribles magníficos, criatividade ao máximo e diabruras várias, houve uma coisa que me chamou a atenção... é que às tantas começaram a aparecer imagens de quando o gajo era puto. A jogar à bola lá no Bairro, em casa no dia de aniversário a soprar velas, a brincar com o irmão mais velho, etc, etc..... até houve o típico comentário "ena o gajo era igualzinho ao que é agora".
Onde eu quero chegar é ao seguinte: não vos faz impressão que sempre que surge um nome relevante seja no desporto, na música, na política e por aí fora, às tantas faz-se um documentário sobre o tipo e aparecem SEMPRE vídeos dos gajos quando eram putos e a fazerem cenas engraçadas, que desde logo atestam a sua capacidade/genialidade futura?
Ou seja, a minha paranóia prende-se com o seguinte: qualquer gajo que queira ser famoso só o é se tiver registos em vídeo de quando era puto a fazer cenas decentes.
Sinceramente.....o Ronaldinho tem 27 anos e morava numa favela em Porto Alegre, no Brasil!! Como é que o gajo tem vídeos de quando era puto (há 27 anos atrás)?!?! 90% das pessoas que conheço só aparecem em vídeos de casamentos ou numa visita de estudo em que o director de turma leva a câmera e o melhor amigo lhe está a fazer cornos lá ao fundo!!
Falando do meu caso... se algum dia alguém quisesse fazer um documentário sobre mim, evidenciando a minha infância, socorrendo-se para tal de registos audio-visuais, só podia ser para evidenciar como eu tinha destreza a balbuciar frases como "olha a bola Manel" ou para ver-me correr todo nú na praia e com o rabo cheio de areia enquanto corria a fugir das ondas!! Maldita banalidade
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