quinta-feira, dezembro 14, 2006

Não Sei/Não Responde

Sempre que vemos a publicação de uma sondagem deparamo-nos inevitavelmente com um campo no fim do estudo que tem a percentagem de quem não sabe responder ou pura e simplesmente não está para isso. É o chamado Não Sabe/Não Responde

É claro que há sondagens onde isso faz sentido. Sócrates ou Marques Mendes? "Não me chateies que pra mim isso é tudo a mesma coisa" dispara o cidadão revoltado.

Sim ou não ao aborto? "Epá eu sei pouco disso e não tenho opinião formada"...é entendível.

Em casos deste estilo entende-se que o cidadão quer por revolta quer por ignorância Não Saiba/Não Responda.

Também há casos de estudos ligeiros em que a pessoa sabe mas por isto ou por aquilo não quer responder. Quem ganha o campeonato, Benfica ou Porto? "Eu sou do Sporting e para mim não ganha nem um nem outro!"...aceita-se.

Agora expliquem-me lá o que é não saber, ou o quão mau-feitio é preciso ser para não responder à sondagem "Praia ou Campo"?!?!

5 comentários:

Pedro Santiago de Tânger disse...

O que eu me ri a ler este Blog!!!inacreditável!!muita bem!!os promenores, os tiques de pensamento! Genial!!

Pedro disse...

eheheh....obrigado pelo elogio!!

também passei pelo teu blog e acho que tens jeito para a escrita.

vai aparecendo e deixando comments sempre que queiras

pedro

militão disse...

O meu colega Dr. Tânger muito me honra com os seus elogios ao meu/nosso modesto blog.

já não te vejo desde a noite em que acabaste o curso pá. que é feito de ti?

abraço

Zé Leitão

Anónimo disse...

Este texto está muito bom. Parabéns, Pedro. Já disse às minhas amigas que o vosso blog (com excepção de um ou outro texto) é de chorar a rir.
Continuem assim.

Goreti

Rabeca disse...

Tens razão Goreti! Já não era sem tempo de respirar um pouco de "texto" puro (hihi) e ver escritos com real interesse! Agora, Pedro, arrepara que as pessoas podem mesmo não saber se preferem praia ou campo. Ou seja, podem gostar de ambos igual, ou não gostar de nenhum, ou mesmo gostar mais de um nuns dias e de outro noutros (o que acaba por dar o mesmo feitas as contas...). Desta forma acho pertinente que as pessoas sejam verdadeiras em si mesmas no seu todo, pelo que deverão por uma cruz em tal campo